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Entenda O Que São E Como Funcionam As Finanças Comportamentais

05 de setembro de 2022
Por Flávia Robortella

As Finanças Comportamentais estão cada vez mais em evidência no mundo dos negócios, atraindo olhares de importantes prêmios do mercado econômico.

Este é um campo de estudo que visa entender a relação entre a psicologia e a economia, a fim de compreender como as influências sociais, emocionais e cognitivas atuam nas pessoas na hora das tomadas de decisões financeiras.

No momento em que aprendemos que para ter uma reserva de dinheiro é preciso gastar menos, as Finanças Comportamentais buscam entender o equilíbrio entre a razão e a emoção, para conhecer o porquê desta reserva não ser feita pela grande maioria da população, que acabam gastando mais do que sua receita, causando problemas como contas atrasadas, por exemplo.

Em uma tomada de decisão você leva mais em conta o seu lado racional ou emocional?

Sua decisão é baseada no que sua consciência diz (emocional) e transmite uma sensação de que você tomou a decisão de forma racional. Então, você age de acordo com a decisão tomada.

Você já experimentou ir a um supermercado com fome? E depois de ir percebeu que comprou mais comida do que o normal? E a pior parte vem agora: os supermercados sabem disso e se aproveitam desse seu momento de fraqueza emocional para aumentar as vendas!

A razão pode até nos orientar e se esforçar para manter o controle das emoções, mas é difícil dizer se ela realmente consegue.

Se esse é um tema que despertou interesse em você, não deixe de ler este artigo até o final.


COMO SURGIU ESTE ESTUDO?

Entre os pioneiros do estudo das Finanças Comportamentais estão os psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky, que contestaram alguns conceitos econômicos clássicos e analisaram o comportamento das pessoas em relação ao risco.

Acreditava-se que as pessoas evitavam o risco e optavam sempre pelo mais seguro. Porém, o estudo realizado pelos psicólogos trouxe uma variável onde as pessoas aceitavam correr mais risco, desde que fosse para evitar a perda de dinheiro.

Com isso, os pesquisadores desenvolveram a Teoria do Prospecto, que acredita que o comportamento financeiro não é totalmente racional, pois as emoções ligadas ao medo da perda afetam as decisões relacionadas ao dinheiro.

O QUE REALMENTE INTERFERE NAS DECISÕES FINANCEIRAS?

As emoções primárias, influências sociais, crenças e padrões de comportamento são alguns fatores que interferem nas decisões, porém, existem alguns outros padrões “inconscientes” que são considerados no estudo, como:

- Efeito Manada: quando nos sentimos confortáveis em seguir os outros;

- Excesso de confiança: quando agimos com a certeza de que tudo dará certo e imprevistos não existem;

- Confirmação: ligado ao anterior, é quando nos apegamos a informações que confirmam nossa estratégia, observando apenas as vantagens e esquecendo dos riscos;

- Experiência da perda: dificuldade de reconhecer os erros em casos de perda;

- Efeito dotação: quando deixamos passar oportunidades porque tem apego no que já possui;

- Ancoragem: quando usamos um ativo como referência, se está acima é caro, se está abaixo é barato;

- Contabilidade mental: quando o dinheiro é guardado de diferentes formas quando deveria ser administrado como um todo.

Entender as Finanças Comportamentais é de grande importância na hora de identificar tudo o que está envolvido nas tomadas de decisões que envolvem esse assunto.

Conhecendo este campo de estudo é possível analisar racionalmente as situações, evitando erros causados pelas emoções.

Se você chegou até aqui e gostou do que leu, pode se interessar também pelo nossos outro artigo sobre Como não cair nas armadilhas mentais no momento de alocar seus recursos financeiros

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Até a próxima!


Educação Financeira

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